De 23 para 24, a noite, ofereceu-me uma panóplia de pesadelos. Pensei: “Começo bem a véspera de Natal”. Sonhei com muita coisa que me fez acordar e adormecer novamente mas o pior deles foi este: Estava a sair do emprego quando vi o Shane Macgoan com a sua bebedeira usual a cantar na praceta. “Adoro o Shane” comentei eu com os meus botões “vou-lhe pedir um autografo” magiquei eu. Tentei correr para ele enquanto ele mandava umas asneiradas porque o público não estava a reagir, dos ouvintes que lá estavam, ninguém ligou ao génio do Shane; era de presumir que pensassem que ele estaria acabado… Nunca! Não o Shane, ele nunca, mas no entanto, embora parecesse que estava perto de onde ele cantava parecia contrariamente bastante longe e corria como nunca corri. Olhei novamente e vi que ele arrumava as coisas enquanto corria que nem um doido.
Pois corri ainda mais; corria nunca corri, chorava como nunca chorei, já estava perto mas nunca estando perto e gritava também como nunca gritei, rouco, a chorar e ofegante: “Shane dont go” “Shane please, dont go, wait a moment please” “Oh God… please Shane dont go”. Posso garantir, caro leitor, que não consegue imaginar o meu desespero naquele momento enquanto corria enquanto chorava e enquanto gritava. Shane Macgoan arrumava a sua voz enquanto os outros arrumavam o banjo, a guitarra, o acordeão, a gaita-de-beiços, o tamborim entre outras tantas coisas que arrumaram depois de executarem um singelo concerto mal sucedido e mal apreciado, mas este miúdo… este miúdo adora o Shane. Bêbado ou sóbrio, ele adora o Shane.
Poucas pessoas estavam lá a ouvi-lo, posso dizer que nem sequer contaria 20; ninguém aplaudia, ninguém cantarolava, ninguém sequer vaiava Shane e eu que corria mais rápido que uma locomotiva, chorava mais lágrimas que o Niágara e gritava mais alto que 1000 homens, ele a mim não me ouvia.
Ao público que inertemente o ouvia, ele só bradava: ”Fuck off. Fucking bastards, FUCK YOU” e eu, que só lhe queria um autógrafo, ver-lhe a cara; nem conseguia lá chegar, porque este miúdo adora o Shane… simplesmente adora o Shane. Enfim, ele arrumou as coisas e já estavam todos de saída, foi ai que cheguei àquela multidão – se é que se poderá chamar àquele aglomerado de multidão – de 20 pessoas, mas mais um contratempo se impôs; Shane Macgoan já estava a por as coisas na carrinha. Eu, sem pensar, fui direito ao carro, limpando as lágrimas que me caiam dos olhos e se acumulavam no maxilar inferior com a manga, continuava a gritar: “Com’on shane don’t go please”. Chorava como se não houvesse amanha, só queria um autógrafo e talvez ver-lhe a cara, mas ele não parou, continuava a dizer asneiras como sempre fez, vaiava o público como sempre fez, chamava nomes e praguejava asneiras vezes e vezes sem conta como sempre fez, enquanto entrava dentro do carro. Ainda toquei no carro, bati no vidro, mas não parava de gritar: “Shane please”
Enquanto lhe via a cara no vidro do carro, corri mais rápido e pus me à frente do carro que parou por instantes, eu continuava a chorar enquanto o carro parou. Eu só queria um autografo. Mas o carro desviou-se e continuou o seu caminho. Pus as mãos a cara e praguejei: “ Fuck no Shane fuck no. Why Shane? Why? Why did you go Shane. Shane! Shane Mac”fucking”goan ”. Chorei durante mais 3 minutos, sensivelmente, e então acordei suado. Pus um álbum do Shane mMacgoawn a tocar - um de todos os álbuns que lá tenho - só para saber que ele estava lá, na minha prateleira.
Não recebi o autógrafo do Shane mas este miúdo continua a adorar o Shane Macgoawn.
É de facto um sonho um pouco estúpido, talvez alguém me consiga explicar o que significa. Mas entretanto se acharem mesmo, realmente estúpido, esta pequena história, compenso-vos na próxima crónica.
Um enorme bem-haja
El Patronito o Ardina
sábado, 6 de Fevereiro de 2010
domingo, 24 de Janeiro de 2010
Carissimo
Estimado Mandela
Eu tive um sonho uma outra noite, sonhei que lhe falava e que o senhor me escutava, eu estava vestido com a minha melhor camisa preta e acompanhado da minha melhor gravata enquanto o estimado fazia-se acompanhar apenas da sua humildade e naturalidade. Falávamos de coisas casuais como: o estado do mundo. Falávamos do clima e da cimeira de Copenhagen e de como fazia temperaturas negativas no meu país. Falávamos de coisas triviais: como a paz do mundo; adorei o seu sorriso sarcástico quando sarcasticamente mencionei a paz no mundo como sendo um assunto trivial. Mas discutimos tudo e mais alguma coisa e talvez o que eu precise mais é de uma lição sua, tal como de tantos outros pacifistas já enterrados ou ainda por enterrar. Falava-lhe da minha necessidade de servir o mundo e marcar a diferença. Falámos um pouco de religião mas não entrámos muito por esse campo. Comentámos o poder de cada pessoa, como individualidade, para salvar o mundo; lembro-me de o caríssimo ter feito uma analogia que me deixou bastante tranqüilo na sua presença. “Há pessoas que para salvar o mundo basta um penso rápido; outras, força; outras, revolução; outras, fadinhas e milagres; e para pessoas especiais como o jovem, basta, um punhado de palavras escritas ou faladas. Mas o que todos têm que ter essencialmente é vontade. Você tem algo jovem não desanime.”
Pois essas palavras ficaram-me na cabeça, pois, para salvar o mundo, para promover a paz e os direitos humanos ou mesmo egocentricamente o meu bem-estar ou dos meus amigos, a única arma que possuo é a caneta. E o Caríssimo voltou-me a impressionar com esta frase clichê mas no entanto maravilhosa: “ A caneta é mais poderosa que a espada”. Uhhhh! Tenho tanto para contar mas o tempo é tão pouco. No final desta pequena reunião dei-lhe um presente: dei-lhe duas garrafas de vinho Porto e disse-lhe também o seguinte: “ Estimado Mandela tenho uma oferta proveniente do meu país, uma substancia única “Port Wine” e passo a explicar porque são duas. A primeira era para o caríssimo degustar na companhia dos seus familiares em ocasiões especiais, a outra é para eu e o caríssimo brindarmos quando se concretizar algum passo que nos faça estar mais perto de salvar o mundo.” Por ultimo apos o carismático ter recolhido as garrafas ele disse-me o seguinte: “ Dont let anyone tell you; you can´t do it. Because you can!”
Foi uma bela reunião, foi um belo sonho quem dera que todos o assim fossem. Cada dia que passa, que chegue a casa, sem que a sociedade não me torture com as suas regras de boa conduta escravaturial e que possa dormir em paz é uma batalha ganha na vida. Um Bem haja Caríssimo Mandela
É incrivel como em alduns dias matutamos penosamente sobre o que havemos de escrever e outras, sai-nos simplesmente algo com algum sentido.
O Poeta
Um Bem-Haja meu bom amigo poeta.
El Patronito o Ardina
Eu tive um sonho uma outra noite, sonhei que lhe falava e que o senhor me escutava, eu estava vestido com a minha melhor camisa preta e acompanhado da minha melhor gravata enquanto o estimado fazia-se acompanhar apenas da sua humildade e naturalidade. Falávamos de coisas casuais como: o estado do mundo. Falávamos do clima e da cimeira de Copenhagen e de como fazia temperaturas negativas no meu país. Falávamos de coisas triviais: como a paz do mundo; adorei o seu sorriso sarcástico quando sarcasticamente mencionei a paz no mundo como sendo um assunto trivial. Mas discutimos tudo e mais alguma coisa e talvez o que eu precise mais é de uma lição sua, tal como de tantos outros pacifistas já enterrados ou ainda por enterrar. Falava-lhe da minha necessidade de servir o mundo e marcar a diferença. Falámos um pouco de religião mas não entrámos muito por esse campo. Comentámos o poder de cada pessoa, como individualidade, para salvar o mundo; lembro-me de o caríssimo ter feito uma analogia que me deixou bastante tranqüilo na sua presença. “Há pessoas que para salvar o mundo basta um penso rápido; outras, força; outras, revolução; outras, fadinhas e milagres; e para pessoas especiais como o jovem, basta, um punhado de palavras escritas ou faladas. Mas o que todos têm que ter essencialmente é vontade. Você tem algo jovem não desanime.”
Pois essas palavras ficaram-me na cabeça, pois, para salvar o mundo, para promover a paz e os direitos humanos ou mesmo egocentricamente o meu bem-estar ou dos meus amigos, a única arma que possuo é a caneta. E o Caríssimo voltou-me a impressionar com esta frase clichê mas no entanto maravilhosa: “ A caneta é mais poderosa que a espada”. Uhhhh! Tenho tanto para contar mas o tempo é tão pouco. No final desta pequena reunião dei-lhe um presente: dei-lhe duas garrafas de vinho Porto e disse-lhe também o seguinte: “ Estimado Mandela tenho uma oferta proveniente do meu país, uma substancia única “Port Wine” e passo a explicar porque são duas. A primeira era para o caríssimo degustar na companhia dos seus familiares em ocasiões especiais, a outra é para eu e o caríssimo brindarmos quando se concretizar algum passo que nos faça estar mais perto de salvar o mundo.” Por ultimo apos o carismático ter recolhido as garrafas ele disse-me o seguinte: “ Dont let anyone tell you; you can´t do it. Because you can!”
Foi uma bela reunião, foi um belo sonho quem dera que todos o assim fossem. Cada dia que passa, que chegue a casa, sem que a sociedade não me torture com as suas regras de boa conduta escravaturial e que possa dormir em paz é uma batalha ganha na vida. Um Bem haja Caríssimo Mandela
É incrivel como em alduns dias matutamos penosamente sobre o que havemos de escrever e outras, sai-nos simplesmente algo com algum sentido.
O Poeta
Um Bem-Haja meu bom amigo poeta.
El Patronito o Ardina
sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010
Whitch one wil prevail?
I have the strong felling that half the world hates me or simply doesn't like-me. But i have a small notion that the other half really loves me. I'm confused about whitch one will prevail.
El PAtronito o Ardina
El PAtronito o Ardina
domingo, 13 de Dezembro de 2009
So forget this cruel world
Strange face, with your eyes
So pale and sincere.
Underneath you know well
You have nothing to fear.
For the dreams that came to you when so young
Told of a life
Where spring is sprung.
You would seem so frail
In the cold of the night
When the armies of emotion
Go out to fight.
But while the earth sinks to its grave
You sail to the sky
On the crest of a wave.
So forget this cruel world
Where I belong
I'll just sit and wait
And sing my song.
And if one day you should see me in the crowd
Lend a hand and lift me
To your place in the cloud.
El Patronito o Ardina
quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Então?
Então? Ele abriu os olhos. Não só ele, mas como todos os outros jovens; sedentos de mudança que conspiravam contra uma sociedade capitalista que escravizava os seus subordinados. Exercia-se uma escravatura salarial, era o tipo de escravatura do mundo que se dizia civilizado. Mas “Não!” Bradou aos amigos, conhecidos e inimigos "Não pode continuar assim. Isto tem que mudar, pode até nem dar em nada mas parados não vamos nós ficar” pensando no que outrora foi este pais no tempo de Camões e no que é hoje em dia. Queríamos era mudar o presente em prol deste patriotismo estúpido que só nos faz mal. Mas foi com estas pequenas palavra que começou tudo. A nós juntaram-se estudantes; classe operária; fábricas e o mais estupidificante dos trabalhos: a malta de televendas. Juntaram-se também mulheres, pescadores, mendigos e tudo mais quanto possam imaginar. Já constituíamos um largo grupo e fomos crescendo ainda mais. Fomos para o Marquês de pombal... Não! porque havia jogo!... Não! porque era dia sem carros!.. e certamente não foi por ser dia de eleições NÃO!. Fomos para o Marquês sim! Porque era um dia novo... Um dia novo na história de Portugal. Não era o 25 de abril e nem tão pouco o Maio 68. Era sim Portugal, Dezembro de 2009. O ano em que se esperava que cai-se, um “nevão” de novas oportunidades.Convosco e sempre ao vosso lado... meu povo.
Capitão Caguinhchas
Que tudo corra pelo melhor amigo
El Patronito o Ardina
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Against all odds...I will not stop writing.
Porquê?… Porque me faz sorrir; porque me faz sentir bem; porque que aconchega a alma; porque me faz sentir humano; porque o papel e a caneta são os meus únicos amigos, porque eles me embalam ao anoitecer, porque adoro escrever histórias e ler as histórias que escrevi. Porque mantenho a mente ocupada e livre de paranoias. Porque fico em paz comigo mesmo e especialmente porque todos me dizem…Uff!... Para continuar a escrever independentemente de corrigirem erros de gramática; de dizerem que escrevo mal ou que escrevo bem, “ se gostas… contínua”, dizem eles. Sabem… o meu sonho, é que a minhas histórias não sejam simplesmente histórias, mas que sejam história que toquem o coração da humanidade tal como tantos outros autores que escreveram e que me tocaram no coração - Charles Dickens - Óh Deus! Como aprecio a sua leitura.
Talvez por isso, tenha que passar pelo inferno para mostrar a luz as pessoas. Sinceramente não há nada mais verdadeiro do que aquilo que eu redigi. E por isso tenho que manter a esperança; por muito desiludido ou desanimado que esteja – e quem me conhece sabem bem como o estou.
Um bem-haja ao mundo inteiro. Especialmente, a todos aqueles - e não são muitos - que me apoiam.
O Poeta
Poeta! Da minha parte sabes que é tão verdadeiro o que vou dizer quanto o que escreveste.
Adoro ouvir-te falar, adoro ouvir-te discursar, adoro ouvir-te contar histórias, adoro as tuas ideias e adoro propagandear os teus contos no meu jornal. E como isto já se está a tornar demasiado lamechas e abichanado, combinamos uma tacinha de vinho para um dia destes. Um bem-haja para ti também, porque mereces.
El PAtronito o Ardina
Talvez por isso, tenha que passar pelo inferno para mostrar a luz as pessoas. Sinceramente não há nada mais verdadeiro do que aquilo que eu redigi. E por isso tenho que manter a esperança; por muito desiludido ou desanimado que esteja – e quem me conhece sabem bem como o estou.
Um bem-haja ao mundo inteiro. Especialmente, a todos aqueles - e não são muitos - que me apoiam.
O Poeta
Poeta! Da minha parte sabes que é tão verdadeiro o que vou dizer quanto o que escreveste.
Adoro ouvir-te falar, adoro ouvir-te discursar, adoro ouvir-te contar histórias, adoro as tuas ideias e adoro propagandear os teus contos no meu jornal. E como isto já se está a tornar demasiado lamechas e abichanado, combinamos uma tacinha de vinho para um dia destes. Um bem-haja para ti também, porque mereces.
El PAtronito o Ardina
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
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