domingo, 17 de maio de 2009

Feliz Aniversário

Gelukkige verjaardag aan u. Creio ser assim que se escreve em holandês, recorri aos tradutores manhosos do Google.

Como, também, há algum tempo que não ouvíamos as quadras do Poeta, tomei a liberdade de lhe pedir uma para os caros e imaginários leitores poderem matar saudades desse meu querido amigo.


Quase me esquecia de como se escreve poesia.
já algum tempo que não me sentava
e com a caneta rabiscava,
a matutar a pensar ou a sentir
já quase esquecia de como se alinhava,
de como se fazia rimas e como se ordenava
as quadras, os estilo, todas as linhas
pois já quase me esquecia
de como se escreve poesia
do que é estar em harmonia
sentado no meu barco na maresia
ouvir um singela melodia
pacifica como a poesia
escrevendo tudo no papel
tudo aquilo que sentia
sem ter noção que escrevia poesia
e quase me esquecia de como se amava,
mas essa estará sempre na memoria guardada.
pensar simplesmente nessa pessoa especial
enquanto sorria
e sem querer, escrevia poesia.

O Poeta

El Patronito o Ardina

sábado, 9 de maio de 2009

Sou eu


Sempre á procura de mim. De quem sou. Da minha essencia.

El Patronito o Ardina

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Hoje já sou Pescador

Passei no exame. Fiz uma quantidade infinita de nós. Identifiquei múltiplas parcelas de um barco ou navio e mencionei toda a sua nomenclatura. Calculei calados e distancias, identifiquei inúmeras embarcações. Remei e nadei. Fiz redes do comprimento de uma cama. Expliquei e mencionei todos os aparelhos de força. Passei nos testes de segurança básica e primeiros socorros. Identifiquei bandeiras e galhardetes. Assimilei e pus em prática todo o código morse. Fui mais inteligente que Augustus e mais temido que Nathaniel Flint, isto porque tive uma experiencia deveras enriquecedora. Fiz a vénia de agradecimento a todos os mestres que me formaram e sai com uma bela nota. Dentro de dias terei o certificado e então "I'm sailing for the sea". Next stage CAPTAIN.

Enfim já sou Pescador.

Menciono que o pais de facto sempre foi feito de pescadores, não percebo porque esta arte está tão em desuso. Tão… decadente e tão desrespeitada pelo governo. Qual é a nossa Historia. Não é do mar?

El PAtronito o Ardina

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Efemeridade do "SEMPRE"

“SEMPRE” é uma palavra efémera. Porque? Exemplificando. Nunca te esquecerei para “SEMPRE”. E quando se encontra alguém mais interessante?
Felicidade; para “SEMPRE”. Nem para sempre. Quanto mais feliz! Casamento para “SEMPRE”. Será que o Divórcio também é para “SEMPRE”. Amigos para “SEMPRE”. Mas quando os caminhos se separam, passa a ser um hipotético “para sempre” só porque tivemos um grande amigo.
Amar-te-ei para sempre e quando novamente os caminhos se separam, fica o sentimento. Sim “Para Sempre” só porque amámos fortemente alguém, que pensávamos que ia ficar connosco “para sempre”. Os sonhos são para sempre? Mas quando crescemos e adaptamo-nos á vida, começamos a gostar de outras coisas, os objectivos mudam logo os sonhos mudam também, sejam eles nobres ou não. Mas não são para “SEMPRE” até porque a vida não nos deixa que sejam. Mas sonhar, “SEMPRE” foi bom e “SEMPRE” será. A vida também não é para “SEMPRE”.
Os sentimentos talvez consigam sobreviver a efemeridade do “sempre” mas tudo o resto, o físico. Sim. É efémero. Acho que a única coisa física, susceptível de ser para sempre que resiste ao efémero é a crise que assola este amaldiçoado Pais.Para terminar gostava de ser imortalizado para “SEMPRE” como são os poetas, escritores, grandes músicos e todo o tipo de artistas e génios. Sim… Para “SEMPRE”.

EL Patronito o Ardina

terça-feira, 24 de março de 2009

Como estás?

Já tive dias melhores. Ando cansado e sem sorriso e dificilmente ele se abre ao ver o amanhecer. Mas o cansaço é o pior dos infortúnios, nem sequer é físico. É mental, resultado do desgaste desta vida negra que só me tem trazido infelicidades. Costumava ser tolerante com mil e uma situações, agora protesto por tudo e por nada, já pareço um velho cão ladrando com tudo. Porque tudo é negro, tudo é cinzento, porque toda a alegria está queimada ou simplesmente chamuscada. Não há cor, não há claridade, parece que vivo na noite ou que estou a viver um pesadelo eterno que me vai comendo os neurónios a pouco e pouco. Talvez nunca mais volte a encontrar o sorriso que outrora tinha; que profetizei encontrar quando havia uma nesga, um filamento, um singelo cordelinho a sustentar a esperança. Um cordelinho que quebrou. Talvez arranje um novo, melhor ou simplesmente satisfatório; quem sabe? Mas quanto mais sonho, mais abaixo me vou. Porque será? Porque será que quem procura a felicidade é sempre o mais infeliz. Porque será que não exteriorize nem um pingo de alegria em qualquer coisa que faça… Mentira até há, mas colmatado com todo o desespero que me pesa os ombros, fica um pouco na sombra. Cada dia se torna mais difícil de viver, neste pais, nesta nação, nesta balsa ao que chamam casa. Não me importava nada de fugir. Toda a gente quer fugir, todos querem ir para casa. Mas isso pressupunha que não seria homenzinho suficiente para resolver os problemas. Talvez seja ainda uma criança, talvez seja apenas um catraio. Sim! Uma pessoa que sonha com um mundo melhor só pode ser criança, com a ingenuidade á flor da pele, ou então um adulto tremendamente estúpido.

E tu como estás?

Excertos de um rico pobre e de um pobre rico. Tirado de “ A Loucura da Sociedade”
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El Patronito o Ardina

domingo, 8 de março de 2009

A bebida

É um vício social mas não se enganem porque conheço-o bem e sei que até ao clímax da noite e do álcool é tudo lindo e perfeito. Somos todos amigos, somos todos bonitos, lindos e perfeitos. Não há solidão, nem sequer há problemas por isso gosto tanto de beber, mas já lhe conheço os males. Contudo ultrapassado esse patamar estamos bêbados, mas na situação em que ficamos sozinhos novamente, cada um segue para o seu canto mesmo que estejamos todos juntos no mesmo cenário, já ninguém é amigo de ninguém e querem todos ficar sozinhos, a pensar nos problemas que originalmente haviam bebido para esquecer, mas desta feita: bêbados. Tem muito que se lhe diga.

El Patronito o Ardina

Amanhecer

Esperei a noite inteira, ao frio, de poucas vestes, no inverno, no cimo de um telhado acompanhado de telhas, por cima dos telhados das casas da alameda, sozinho, só para ver 7 minutos de crepúsculo. O nascer do sol, o nascer de um novo dia, mais um dia que pode vir a ser bom o mau, conforme. Geralmente têm sido rotineiros embora um pouco mais coloridos. Que bonito foi o nascer do sol naquele dia, tal como o é todos os dias. Que bonito foi, no dia anterior, há duas semanas a trás, em sítios diferentes ou semelhantes. É sempre diferente é sempre ele que vai determinar como correrá o dia, se acordamos contentes ou desanimados, alegres ou infelizes, com chuva ou sem chuva, com nevoeiro, nuvens ou coberto. Esses 7 minutos são importantes e ainda há quem espere uma noite inteira, sozinho, acompanhado, bêbado, sóbrio, alegre ou triste, so para ver esses 7 minutos de crepúsculo; o rebentar dos primeiros raios de sol. Este foi bonito como é sempre mas parece-me que novamente não sorriu como estava a espera. Mas valeu a pena esperar como vale sempre a pena. Porque naquele dia foi porreiro, um dia sem dúvida há-de ser perfeito.

Ps. Por hora não possuo material para poder "postar" regularmente, vou vivendo da caridade de outros, pois que não se admirem que hajam poucas crónicas. No entanto não desapareci e aguardem por crónicas bem mais castiças. Resta apenas dizer que enquanto olhava o amanhecer nada me ocorria para escrever. Mas dada a ocasião - neste momento- escassa de me encontrar conectado pensei: "Vou-lhes contemplar com o amanhecer. Eles merecem." E assim decidi escrever esta pequena alegria agradecendo desde já ao generoso proprietário deste equipamento que se encontrava a dormir quando a escrevi.

El Patronito o Ardina.