sábado, 31 de janeiro de 2009

Divagação


Eu de facto não me importava de ter este emprego fatigante, mentalmente esgotante e desesperadamente ignorante, desde que; quando sai-se de expediente pudesse ir afrouxar amarras e levantar ancoras para o cais de santo amaro, dar uma voltinha no meu barco. Acalmar-me com o bater das ondas do mar, e a chuva a bater em todos os cantos do pequeno barco a servirem-me de música. Calmamente fumar um cigarro e beber um copo de uma qualquer bebida alcoólica e pela noite dentro escrever um texto, dar azos á minha caneta ou lápis, escrever qualquer coisa que fizesse sentido, escrever um pouco, divagar bastante e sonhar ainda mais. E depois de longas horas a escrever, quando acabasse, sair com sorriso regozijo mal o sol raiasse e ai, sim, deitar-me e dormir na paz dos anjos. Assim este emprego não custava tanto.

O Poeta

Com esta divagação abro o ano de 2009 nas esperança que seja sempre melhor que o anterior e que diversos sonhos se concretizem para todos.
Por falta de meios e do que escrever os post têm sido escassos pois têm-me perguntado – os leitores assíduos – quando haverá mais.
Respondendo a questão só posso dizer que melhores dias virão.

El Patronito o Ardina

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Feliz 2009. Litle Drummer Boy

Come they told me, pa rum pum pum pum
A new born King to see, pa rum pum pum pum
Our finest gifts we bring, pa rum pum pum pum
To lay before the King, pa rum pum pum pum,
rum pum pum pum, rum pum pum pum,

So to honor Him, pa rum pum pum pum,
When we come.

Little Baby, pa rum pum pum pum
I am a poor boy too, pa rum pum pum pum
I have no gift to bring, pa rum pum pum pum
That's fit to give the King, pa rum pum pum pum,
rum pum pum pum, rum pum pum pum,

Shall I play for you, pa rum pum pum pum,
On my drum?

Mary nodded, pa rum pum pum pum
The ox and lamb kept time, pa rum pum pum pum
I played my drum for Him, pa rum pum pum pum
I played my best for Him, pa rum pum pum pum,
rum pum pum pum, rum pum pum pum,

Then He smiled at me, pa rum pum pum pum
Me and my drum.

"Reza a profecia feita ainda nos tempos da monarquia que um dia nos tempos proximos se revelará "aquele" que irá por o pais de pé novamente como outrora fomos no tempo de camões. Será destemido, revolucionario, e temido por este governo charlatão. será pesistente como um touro e astuto como um escoprião a sabedoria sairá do seu ferrão, fará juz á "Portuguesa" elevará a bandeira nacional aos picaros do olimpo. Um dia. Não perdeis a esperança apregou-a, ao povo, o pequeno ardina pelas ruas. Ele está pra chegar. Enquanto uns, tentam lá chegar e nao sao nada e outros pensam que o são e nada são, eu por sinal... Eu sou..."

O Poeta

Uma Feliz passagem de ano para todos e um optimo 2009. Que os vosso desejos se realizem e que tudo de bom aconteca neste ano que está para vir. É o que desejo para mim e para todos os que me rodeiam. O poeta tambem manda votos com a sua pequena historia.

El Patronito o Ardina

Agenda! Para que serve?

Já me foram oferecidas milhentas agendas, aliás todos os anos me oferecem uma – como se realmente necessitasse de alguma.
Mas houve uma em particular que gostei de receber, uma especial, oferecida pelo poeta. Vinha com uma dedicatória única, bem ao estilo dele. A sua dedicatória dizia o seguinte:
“Caro Ardina ofereço-te esta agenda, não porque ache que te será útil, nem porque estejas sempre ocupado embora te ache uma pessoa deveras trabalhadora. Ofereço-ta pelo simples motivo que poderás, nas tuas horas vagas ou períodos de menos azáfama, sempre que te apetecer, escrever qualquer coisa nas suas páginas.
Eu entendo que uma agenda, no meu ponto de vista, pode albergar muito mais que um simples lembrete, tarefa ou compromisso. Por isso e dado que não és uma pessoa super-ocupada, poderás por entre marcações ao dentista, dissertar todos os dias ou apenas quando te apetecer sobre esta cómica civilização. Atitudes, reprimendas, desabafos, episódios, desejos, sonhos, aniversários e no meio combinar cafés aqui com o teu amigo. Ora pondo de parte as tarefas e compromissos prevejo que esta agenda esteja totalmente rabiscada e preenchida mesmo antes do final do ano. São 365 dissertações que poderás escrever meu caro, numa agenda para andar sempre contigo.

Do teu sempre amigo Poeta.


El patronito o ardina

Os Anjos existem?

Porque não. tenho que acreditar que sim. Acho que são aquela memória que se tem de alguém que nos fez bem, que tem aqueles olhos bonitos e ternurentos e aquele sorriso reconfortante, mais ainda, aquelas palavras encorajadoras que nos fazem crer e pensar que a vida vale a pena. Um Anjo assemalha-se áquele pensamento que nos aquece e faz-nos sentir seguros e acompanhados, ou pode ser simplesmentos uma brisa de ar fresco que no arrepia ligeiramente a pele. Anjos são aquelas pessoas que assim do nada desaparecem, para ir ajudar uma qualquer outra pessoas noutro lado do mundo e tudo o que restou foi a memória e a esperança de a voltar a ver. É aquela pessoa com atitudes maravilhosas, que ajuda os outros, é aquela luz que cai do céu quando não temos mais para onde olhar. É aquele ser que de facto ate se assemelha a pessoas normais mas no entanto é mais mágica. São aquelas pessoas que ficam ao teu lado somente nos momentos de desespero, são aqueles seres que vagueiam por todos os cantos do mundo. São aqueles senhores que desejamos sempre encontrar, barrar ou conhecer. Só fica mesmo a memória de uma, tremenda e maravilhosa recordação.
Quantas vezes rezamos para que eles aparecessem, quantas vezes os associámos a estrelas cadentes, quantas vezes precisámos deles, quantas vezes os penduramos na árvore de natal ou á porta de casa, os anjos.
«Ai meu Anjo» costumam pronunciar as pessoas á toa.
Eu; Eu cá não sou um anjo. Mas quero acreditar que de facto existem. Este sem duvida que não é perfeito mas foi desenhado com dedicação. Tiago um Bem Haja

E assim vos desejo a todos os que me são queridos e aos que estão longe também o grande e feliz natal. Sempre na presença de algum anjinho.

El Patronito o Ardina

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O dia em que o sol se pos

É sempre duro ver alguém partir. Partir para outro pais, enquanto que os escravos ficam confinados neste pais que nos sufoca até ficarmos sem respiração. Também eu trabalharei o que for preciso para sair desta prisão; para mudar esta vida.
Mal vi a silhueta passar as barreiras pesou-me instantaneamente a saudade. Pesou-me como mil pedras egípcias que suportam as pirâmides. Pesou-me tanto ou mais que qualquer atrocidade que me tenham feito; que garanto que já foram infinitas. Não há descanso para o Ardina. Com saudade e com um sorriso vi partir pois que nenhum ser humano merece este deserto - amigos intelectuais saiam deste pais amaldiçoado pois nele só encontrarão miséria "The course of the black flag of Portugal" Um dia também encontrarei o meu sorriso creio certamente que não neste pais. Mas sim... um dia também o hei-de ter. Infelizmente, por qualquer sentimento que me pese neste momento no coração não consigo ajustar bem as palavras como outrora. Indecentemente disso, quero enviar um Farewell com mil desejos de felicidade que com certeza se iram cumprir. Tudo acompanhado de um grande beijo.

EL Patronito o Ardina

sábado, 1 de novembro de 2008

That's one small step for [a] man

That's one small step for [a] man, one giant leap for mankind. - Neil Armstrong

É verdade: um pequeno passo. Um pequeno passo para sair do mundo real e entrar na fantasia, onde podemos ser cientistas, princesas, reis, rainhas, cavaleiros, deuses e grandes, grandes escritores ou capitães do maior dos veleiros. Podemos curar o mundo, fazer milagres e por sorriso em todas as pessoas; criar um mundo mesmo a nossa medida, onde não haveria ricos nem pobres, nem furacões nem tempestades, não haveria fome nem miséria. Onde tudo é sereno, belo, simples. Onde há paixões, fantasmas, montanhas mais altas que o céu e navios mais belos que qualquer imaginação fértil conseguir criar, onde podemos ter inclusive tudo o que quisermos, o maior dos reinos ou o navio mais rápido dos sete mares.
Sim um pequeno passo; foi o que bastou a J. R. R. Tolkien, Grim, Hans Christian Andersen, ou Walter Elias Disney (Walt Disney) e a tantos outros dotados de grande imaginação.

Foi o que bastou a Júlio Verne para levar o homem a lua em: (Da terra à lua) ou a construir um Submarino Nautilus em (Vinte Mil Léguas Submarinas). sim de facto o homem já pousou a lua e já percorreu o fundo dos mares.

Um pequeno passo. O sonho camaradas. O sonho é esse pequeno passo que não cobra imposto

El patronito o Ardina.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

I used to have a smile part 2

Comecei pelas Índias as amazónias. Sai da cidade onde a energia se concentrava negativamente e a paisagem era saturante. Tinha que sair; tinha mesmo que sair, já andava a ficar deprimido com estes ares citadinos de indisposição aguda, pessoas carrancudas e arrogantes. Carreguei a mochila de mantimentos, ouvi uma última musica “Oh Criança” da autoria de uma respeitosa senhora de quem preso muito a sua arte; recordei-a para manter a mente ocupada e segui. Sai do prédio, afastei-me dos vizinhos, da cidade daqueles zombies que se dizem passear na cidade para ir trabalhar, e fui deixando tudo para traz. Cheguei as índias; as tribos das amazónias, pois lá tinham os mais bonitos sorrisos que alguma vez vi. Como é tão esquisito quando se tem tão pouco e no entanto possuem a maior das riquezas; talvez seja uma questão de simplicidade. Eles de facto tinham algumas porcelanas barros e uma hospitalidade fenomenal e na língua deles acompanhadas de gesto referiram que dinheiro, ouro, preciosidade é tudo uma maldição. Rimo-nos durante algumas noites bem passadas que lá fiquei de volta da lareira; a luz do dia; ao por do sol; Rimo-nos saudavelmente de tudo é verdade também que vi caras trancadas, sem sorriso, mas a tribo dizia sempre que sorriam mas sorriam de outra maneira pois ali não havia motivos de descontentamento.
Ainda assim não encontrei o meu sorriso.
Continua; Um dia.

El Patronito o Ardina